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Qual a idade certa para criar conta nas redes sociais?

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Em plena era da informatização e democratização das redes sociais, com o advento de apps que integram nossas vidas e da inserção cada vez mais precoce de crianças e adolescentes no mundo online, é muito comum que os pais comecem a criar dúvidas a respeito de como lidar com essas novas tendências. Uma das perguntas mais feitas pelos pais é, na verdade, um questionamento simples: qual é a idade adequada para inserir ou permitir a entrada das crianças nas redes sociais?

A primeira coisa para ter em mente é que a idade não significa muita coisa se outros fatores não forem observados. Todas as crianças são diferentes e apresentam particularidades quanto à mentalidade, maturidade e inclinações. É óbvio que existe uma diferença gritante entre uma criança de 8 anos e uma de 14, no entanto é somente a atenção dos pais que pode indicar uma verdadeira saída para a questão das redes sociais.

Mesmo adultos, ao frequentarem esses universos digitais de interação social, percebem que existem riscos e pessoas mal-intencionadas. Fenômenos recentes como a explosão de Fake News e manipulação de notícias compartilhadas no Facebook são só um exemplo do tipo de risco que se corre ao navegar nesses oceanos de informação.

Voltando à questão da idade, é possível dizer que existe um certo consenso dos próprios serviços quanto à idade mínima para o uso de suas plataformas: 13 anos. No entanto, essa restrição de idade não está diretamente relacionada com uma preocupação dos gestores dessas redes com a segurança das crianças.

Na verdade, o limite de 13 anos tem origem no COPPA (em inglês: Ato de Proteção da Privacidade das Crianças Online). Esse ato, afirmado nos EUA, país sede das grandes empresas sociais como Facebook e Google, se ocupou de proibir que as plataformas coletem dados pessoais de crianças para utilizarem em seus mecanismos de propaganda.
Essa proibição atinge diretamente o funcionamento dessas plataformas. É por meio do uso de seus dados pessoais, como termos de busca e até palavras chaves em conversas no Messenger, que plataformas como o Facebook conseguem direcionar tão bem as propagandas que aparecem para você. Nesse sentido, não é proibido que menores de 13 anos utilizem as redes sociais! É proibido que seus dados sejam coletados e mercantilizados.
É bastante claro que se Google (também dono da rede social de maior influência entre os adolescentes: o YouTube) e Facebook (que também é composto do Instagram e do Whatsapp) realmente se interessassem no assunto, criariam mecanismos para garantir uma navegação mais segura para crianças e adolescentes, mas preferem simplesmente limitar a idade para 13 anos e assim se privam do assunto.

De qualquer forma, é aos 13 anos de idade que a criança começa a criar certos sentidos do mundo e de responsabilidade. Pode-se dizer que a sugestão de 13 anos não é das piores para que os pais tenham algum tipo de referência para decidirem se permitem o uso dessas redes por seus filhos. Pesquisas de diversos ramos demonstram que é com 13 anos que diversas modificações começam a acontecer na vida das crianças. É quando a cognição começa a se desenvolver mais amplamente e as habilidades sociais começam a florescer. Além disso, pesquisas realizadas pelo grupo “Common Sense Media” demonstraram que a idade média que as crianças entram nas redes sociais é justamente 12,6 anos.

Apesar disso, a idade não significa tanta coisa se você não buscar: A) compreender quais as necessidades de seu filho(a) utilizar uma rede social. B) Conversar e discutir sobre qual a
melhor forma de utilizar as redes sociais e alertar sobre os perigos e C) acompanhar o uso que fazem com atenção e proximidade.
Manter-se alerta para esses três pontos pode ser um ótimo guia de como lidar com o assunto. Se você considera que seu filho ou filha estão preparados para encarar essa conversa com maturidade ou, no mínimo, com atenção, talvez seja hora de permitir que utilizem as redes sociais.
Se você se sentiu confuso(a) com essa listagem, não tem problema, porque a Buddys preparou abaixo algumas dicas sobre como lidar com essas conversas.

A necessidade do uso de redes sociais por crianças

Muitas vezes as crianças são impulsionadas a usarem uma nova ferramenta pelo típico pensamento de “todo mundo usa, eu também quero”. É importante ter conversas a respeito desse tipo de comportamento. Primeiro, porque é uma ótima oportunidade para explicar que seguir o comportamento da maioria nem sempre é uma boa opção. Segundo, porque assim você abrirá espaço para ter conversas mais amplas a respeito das utilidades positivas de cada rede.
Compreender e ensinar a respeito do funcionamento das redes sociais
Independentemente da idade, ter essa conversa com os filhos é essencial. Além disso, é preciso conhecer os mecanismos de cada uma para utilizar a tecnologia a seu favor. Uma das principais tecnologias para ajudar os pais no controle da segurança dos filhos é compreender muito bem as configurações de privacidade das principais redes e apps que utilizam. Por meio delas é possível, por exemplo, controlar se o conteúdo postado é público ou privado e quem vê o que. Uma conta fechada no Instagram, por exemplo, é muito diferente de uma conta aberta e pode ser uma opção mais segura para crianças e adolescentes.
É claro que somente isso não é o suficiente para livrar o uso do mundo digital de todos os riscos. Essa olhada nas configurações de privacidade deve ser acompanhada de uma conversa bem clara sobre o que pode ou não ser postado pelas crianças. Elas devem entender que as publicações são, literalmente, públicas. Ou seja, estão no mar de informação da internet e dificilmente podem ser completamente apagadas. O mesmo pode ser dito do ato de compartilhar informações pessoais como endereço ou números de documento.

Acompanhar o uso


É muito importante acompanhar o uso que as crianças fazem das redes sociais e, ao menos no início, criar uma conta na rede que usam, seguir e se tornar amigo é uma boa opção. Algumas redes sociais são mais amigáveis para as crianças e adolescentes, como o Snapchat, então se você desconfia do uso que podem fazer das redes, é importante limitar o acesso delas às plataformas que você consegue acompanhar.
Não se trata de cair na paranoia, seguindo cada passo das crianças. Depois de certo tempo esse acompanhamento pode ser aliviado, mas no começo pode ser uma estratégia importante até que os pais se sintam seguros.
Resumindo, podemos dizer que tudo é uma questão de compreender a personalidade e as necessidades de cada criança. Além disso, é sempre importante lembrar que elas devem ser ensinadas a serem respeitosas. Um dos maiores problemas da internet é justamente a sensação de que as ações não têm consequência. Além de proteger seu filho(a) dos riscos da vida online, certifique-se de que ele(ela) não está desrespeitando ninguém ou praticando bullying online!


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