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A programação pode ajudar o seu filho a desenvolver novas habilidades. Entenda como isso acontece.

 

O avanço da tecnologia possibilitou que muitas instituições de ensino pudessem rever seus métodos e aplicar novos recursos para que as crianças, sobretudo, pudessem desenvolver todos os seus potenciais.

Tais tecnologias agem como facilitadoras do ensino tradicional e, de quebra, garantem que os alunos desenvolvam o raciocínio lógico.

Isso acontece porque desde muito cedo as crianças da geração da hiperconexão já têm contato direto com plataformas e novas ferramentas, as quais fazem parte de sua realidade e do ambiente cultural dentro do qual nasceram, ou seja, essas crianças não conhecem um mundo sem a tecnologia móvel.

Quando entram em idade escolar, as crianças já possuem uma familiaridade com essas tecnologias que abrem as portas para que os educadores possam despertar novos interesses e novas habilidades que carregarão consigo por toda a vida.

A mudança do cenário impactou o ensino

Uma nova tendência global foi percebida há alguns anos. Tornou-se um cenário comum que, por exemplo, aplicativos extremamente funcionais e eficazes, além de muito populares ao redor do mundo, fossem desenvolvidos por pessoas cada vez mais jovens.

Um estudo realizado pelo YEC (Young Entrepreneurs Council) indicou que, em um futuro bem próximo, todas as transações comerciais realizadas pela Geração Z (jovens com menos de 18 anos), serão realizadas exclusivamente por meio de plataformas online.

Mas como essas informações impactam nossa vida cotidiana?

A sociedade mudou seu modo de consumo e isso exigiu do mercado que ele se adaptasse às novas tendências. Da mesma maneira, o ensino tradicional começou a se mostrar cada vez mais desgastado e obsoleto, fazendo com que crianças e jovens perdessem o interesse e a motivação de aprender.

Isso fez com que o uso da tecnologia no ensino se tornasse crítico para resgatar o potencial latente, como um dia a metodologia antiga fez.

Ensino da programação: uma tendência mundial

As instituições de ensino pioneiras a inserir algum tipo de programação em seus currículos escolares perceberam que a medida auxilia no desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade. Os alunos também melhoraram suas capacidades de aprendizado em disciplinas como a língua portuguesa e matemática.

Incluir a programação na grade curricular permite que as crianças se tornem produtoras de tecnologia e não só consumidoras. Além disso, pedagogos defendem que o aprendizado da programação contribui para que os alunos tenham mais autonomia quando se deparam com algum obstáculo, mais colaboração com o ambiente que as circunda e o desenvolvimento pensamento criativo, porém crítico.

Além de interagir, as crianças e jovens passam a criar com a ajuda da tecnologia. Portanto, converter o tempo que os nossos filhos passam grudados em celulares e tablets em um tempo produtivo e que possam despertar e desenvolver novos interesses e conhecimentos deixa de ser uma preocupação e passa a ser uma ocupação.

A mudança mental que a programação possibilita nas crianças certamente é a melhor das vantagens de se incluir a tecnologia na vida escolar dos filhos. Porém, não é possível fazer vistas grossas que a possibilidade de se posicionar melhor no mercado de trabalho também é uma consequência agradável.

Simplesmente não dá para ficar alheio ao movimento ao nosso redor e continuar ignorando o papel fundamental que a tecnologia vem exercendo (e exercerá) em nossas vidas.

Mesmo que seu filho não se torne um engenheiro da computação, os conhecimentos de programação adquiridos durante a vida escolar certamente facilitarão a compreensão dos diversos softwares que ele terá de lidar na vida adulta.

A programação muda o olhar do jovem em relação à sua realidade: tudo é visto com maior criatividade e questionamento. Tudo passa a ser observado com menos passividade e mais proatividade.

 

A vida familiar também se modifica

Quando uma pessoa muda sua forma de observar o mundo, tudo se transforma ao seu redor. Isso também vale para as crianças.

Quando questionados sobre como a programação no currículo escolar das crianças alterou a dinâmica familiar, os pais relataram que, mesmo aquelas crianças de natureza mais agitada, passaram a ficar mais atentas de um modo geral, mas apresentaram uma melhora significativa nas outras disciplinas escolares e a melhora do desempenho geral em sala de aula.

As crianças passaram a ter mais facilidade na hora de tomar decisões e, também, a questionar mais o porquê dos acontecimentos corriqueiros da vida.

O caminho ainda é longo

Embora a tecnologia não seja algo estático, ou seja, está sempre em movimento e se transforma muito rapidamente, os currículos escolares brasileiros caminham em menor velocidade a essa adaptação.

Em 2015, o censo indicava mais de 6 milhões de pessoas usam o método EaD (Ensino à Distância) de aprendizado. Muito criticado quando surgiu, o método EaD, hoje, já é reconhecido pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura) e cada vez mais diplomas e certificados adquiridos pelo método vem sido emitidos.

Acredita-se que a programação e a robótica seguirão pelo mesmo caminho. Em um futuro bem próximo, farão parte da realidade escolar das crianças brasileiras e contribuirão para a formação de adultos mais criativos e com maior senso crítico.

 

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